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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Um direito

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Uma pequena caixa (sem laço de fita, nó, ou mesmo embrulho) assim ela se faz. Um pouco distante de meu controle, espontâneo apenas, assim ela se constitui e quando piscares os olhos aqui ela estará, posta em tuas mãos. Assim é possível porque é verdadeira. Assim ela existe porque há motivos e esses trazem as palavras certas (as mais diretas- não – as mais certas). Sem que eu saiba mesmo se conseguirei contê-la em minhas mãos, nem mesmo se será possível materializá-la num encontro pessoal. Um símbolo talvez o fizesse, mas, existiria tanto ali que de certa forma transbordaria daquele objeto e tanto eu quanto tu poderíamos ficar por horas decifrando sua extensão. Mesmo sem forma definida ela- esta que te trago- irá se tornando cada vez mais clara, com o passar do tempo. Mais doce, também. Sim, doce como o aroma dos pães de queijo em fronte a uma delicatessen; como o pleonástico vapor quente de biscoitos recém assados num forno caseiro; o gelo de uma torta de limão; brigadeiros enrolados…

Tempo de sol escaldante com dias curtos e noites longas: Paradoxal e mais feliz

Depois da chuva, depois da névoa, e até mesmo da nevasca, enfim aconteceu. Desejado, demorado, nunca tardio. Ah, sim... Como é doce, todas as possibilidades, sem restrição- quem sabe tenha mas não interessa pensar nelas. Tudo que a tempo não se podia, tudo que há um tempo se reduzia a um futuro distante, uma promessa, uma lembrança do que já se teve e se tornou necessário aguardar. E aguardado foi, como se todas as horas passassem como dias e esses como meses. As noites, porém, passavam como minutos, e às vezes até centésimos deles, como se num piscar de olhos o momento de evasão fosse roubado e de volta à realidade havia muito a se cumprir, de todos os lados a cobrança se fazia, e em todas as direções algo lembrava da dívida não paga, da ponta sem nó, da estação que ainda parecia distante. É difícil dizer se é chegada a estação. O motorista continua, agora sem forçar tanto o motor, como uma motocicleta o faz descendo uma ladeira, como se tudo agora não dependesse mais da vontade de …

Wake up!

Você reclama. Eu reclamo. Porém, mais doce que a realidade não há. Por mais que me perca em devaneios ou tenha passado horas em sonhos, jamais senti (e jamais sentirei) o aroma ou sabor tamanho de um minuto estando acordada (num sonho qualquer). Sim, doce. Sim, bom... Muito bom e jamais algum tipo de sonho será melhor. “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar” (Shakespeare) Nossos sonhos são traidores e nos fazem perder o tempo que poderíamos viver se não fosse o medo de acordar. - Eu diria. Acordar dói. Dói como a primeira vez que você respira só, quando nasce. Mas é tão necessário e de necessidade transfigura-se em vício. Acordar é como ter amigos: Você pode não julgar necessário ou mesmo duvidar se de fato é possível, mas então quando você se convence, vicia e não quer viver mais de outro jeito.  De pé.
Obrigada por me fazer levantar!