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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Fita, nó e laço: Nem sempre dá pra separar.

É perfeito o imperfeito que não precisa da perfeição para ser belo. É saciável a sede - que só se mata com abundante água - do beduíno em frente à miragem que se esvai, mas que por alguns segundos permaneceu e saciou toda vontade fisiológica e psicológica do viajante que nunca se perderá por entre as dunas.   A miragem é tudo que ele sonhou durante noites, é tudo que ele desejou por dias de sol escaldante, é tudo que ele poderia querer. Não é só água, em significado nunca seria nunca será. É desejo, é sonho, é um sinal, como se a areia não fosse mais tudo que ele tem, a tal luz no fim do túnel, segundos de sonho concreto. E, se a realidade vem, ele viveu aquele momento como único que jamais será roubado, jamais esquecido, os segundos mais doces de sua caminhada.
  Eterno enquanto dure, durante toda vida do imortal que falece quando o infinito acaba. Ele, porém, continua vivo, não mais imortal, apenas vivo. Um vivo que vaga, que sobrevive, que bebe que come dos pães menos doces por …

É preciso precisar do imprescindível!

... porque, às vezes, a camisa faltando um botão é a melhor de todo o armário.

Mais uma de saudade

Escrevo as lágrimas que não caem de meus olhos imersos em saudade. Futura e sentida saudade que invadirá meu peito num futuro certo, nada distante (a uns quilômetros daqui, de lá). Lágrimas já escritas, mas que teimam em descer por meus dedos e forçam-me a novas palavras.

Recortando.

"...e temo ainda mais por um dia em que não sejam tão viciantes como hoje são. Desejo permanecer assim: Embriagada, como quem bebe sempre da mesma fonte e prefere morrer de overdose à uma ressaca que limita a memória."
Porque, às vezes, um pedaço de torta na geladeira vale mais do que uma inteira no forno.

À procura de uma resposta.

Acho que escrevo porque me falta algo e procuro aqui. Talvez as palavras não tenham um espaço seu ainda e, por enquanto, estejam ocupando um determinado vazio. Talvez o lugar delas ainda esteja sendo construído, talvez isso demande mais tempo do que eu havia planejado. Talvez a obra tenha atrasado devido às chuvas dos últimos dias (nem sei se foram dias). Sei que não posso cobrar muito dos construtores, afinal, eles não têm lá autonomia, tudo depende de engrenagens, se uma não funciona como deve, toda a maquinaria fica comprometida. Mas, desejo imensamente que fique pronto logo, não deve-se usar o que for para preencher um espaço que pertence a outro (ou é seu, ou não deve existir). Espero que seja provisório, uma provisória situação. Não costumava sentir saudade. Punia-me por não sentir saudade. Hoje, ela me pune.

Direito de posse.

Agora são Longos-curtos. E assim se fazem: Como degraus, subindo até a franja; em camadas que descem como ondas por minhas costas, fazendo cócegas, quase beijos. No espelho, tenho variadas versões agora: Posso deleitar-me com seu pouco comprimento esse, que por falta de coragem, há tempos não aprecio. Posso voltar à visão de suas longas mechas ainda presentes, depois de olhar de outro ângulo. Há tempos não os modificava. Há tempos suas pontas, como secas folhas, tiravam seu acabamento, não permitiam o toque final, davam trabalho e não me satisfaziam. A franja já não era franja, mas sim algo que se perdeu no tempo tornando-se dúvida, como aquele que perde o rumo e, por não saber mais aonde vai, aceita qualquer definição, qualquer uma que o faça sentir ainda vivo.  Definiram-na como “franjão” e ela aceitou, pois, já perdida, se satisfazia com alguma caracterização ainda possível. Sem curvas já estavam ficando. Sem formato. Sem definição. Não foi aparado, retocado, cuidado e assim o e…

Jamais uma fita cassete

Incrível é quando você tem a certeza e continua com a dúvida. Quando o passado bate a tua porta, ou à porta de conhecidos teus e pessoas ainda aparecem pra dizer que tu deverias pensar da mesma forma que antes e esse passado é apenas usado para isso. Usado, sim. Ele está lá e compete a ti olhá-lo da forma que mais te convier, o certo seria: Da melhor forma pra tua vida, mas nem sempre é o que acontece. “Se fosse para isso acontecer, teria sido assim há um ano, ou dois, talvez.” Mas as pessoas se esquecem de um fator determinante para o espaço-tempo: As verdades mudam. As prioridades mudam. A realidade muda. Se em teu ano acontecesse os mesmos eventos que aconteceram no que passou, tuas reações seriam diferentes e isso não faria de tu menos sincero (a) e sabes por quê? Porque tu não és o mesmo e como duas pessoas diferentes, as reações não podem ser as mesmas. Prioridades: Tua mente gira ao entorno delas: Se queres, derramará de lágrimas tuas à de outros; se não queres, permaneceras c…