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Mostrando postagens de Março, 2012

Há um cravo no parapeito da janela.

As palavras voltam a meus punhos e descem por meus dedos, mas ainda não sei se tomarão forma. Não sei se pintarei com elas um texto ou apenas farei delas aquarela. Tenho muitas cores em mãos, ainda nos potes, e não sei ao certo qual usar nesse momento. Temo que alguma delas caia sob meus braços encharcando-os de tal forma que eu não saiba controlar, por isso tenho calma (tento ter calma).
Sei que o subjetivismo de minha vida causou-me problemas.
Sei que ao passo que eu não me entendia, não fazia mais alguém me entender. Fiz promessas para livrar-me dele, inventei que havia me libertado, quis me convencer de tal, de tola me fiz, de tola deixei-me fazer. Esse subjetivismo que me fazia escrever (ou mesmo falar) nas entrelinhas, que me fez me perder mais ainda quando eu já estava perdida por entre meus sentimentos, pode ter uma causa quase comprovada, pra não dizer certamente comprovada: Medo.
Esse ator que participou de vários capítulos, lá meses, anos de minha história, e que ainda tei…

Começando o recomeço.

Medo do novo. De novo, medo. Novo caminho. À caminho do novo.
De novo (temporário ou contínuo).
Nada é tão imutável que o novo não mude.