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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Entre degraus.

Não há luz, passos ou olhares;
Onde não há sustos, barulhos, câmeras, vigias...
apenas a noite entrando pelo basculante translúcido,
apenas os degraus fazendo espiral no concreto, descendo até a G2.

Lugar para dois.

Ar impuro de satisfação, de embriaguez, de tranquilidade;
silêncio rompido por estalos sem propósito, por consequência de algo maior.
Lugar de fuga: permitida e procurada;
do errado que por si só é certo;
sem permissões, permitido sem decreto.
Não há quem faça as regras, sem regras a serem ditas.
Sem infrações, bom senso, preocupações, tempo.
Bom tempo pra pensar no que se quer, no que se deve, no que se faz;
no que resta, no que falta, no que foi.
No que será e no passado ficará;
No que não foi, não se precisa pensar.
Sem penumbra, sem meios ou metades;
apenas a sombra, duas se moldando em uma só.
De pé ou de chão, sem apoio, sem canseira.
Sentados ou não.
Dois seres, dois corpos e um pouco mais além
sem romper o mais.
Nada demais,  de mais tempo, mais de dois.
Apenas um.