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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Ainda inocente amanhã.

Dizem-me que pareço poeta
por uma hora de nostalgia que me vem
afinal, é quase madrugada
do dia ainda inocente que nascerá, meu bem;

que a inocência traz inspiração
e quando mordida deixa marcas
se quisermos amadurecer teremos que saber lidar
com as dores, amores e farpas.

Não está doente meu coração
quieto e pequeno ele se molda
o mais perto que tem chegado do sossego
do abraço, do beijo, do aconchego
do conforto do travesseiro meu

onde por lágrimas me perco e a distância encontro
tão certa de desalento e desconforto
ela me vem lembrar que o tempo presente
trouxe-me embrulhado em laços de fita
um sorriso guardado na ultima gaveta
da qual eu havia perdido a chave, fazia tempo.