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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Trocando as engrenagens, expondo as feridas

Há tempos tenho perdido partes da minha memória por momentos, os mais importantes - por sinal - é como se o parafuso de um relógio folgasse justamente à meia noite, quanto todos esperam as doze badaladas. Sinto-me caindo nos meus pesadelos, como se de tão assustadores eles estivessem se tornando reais, aquilo que um dia eu temi, a seda que separava o caminho do certo àquele do fracasso estivesse se rompendo e tudo se misturando e eu não conseguisse separar.
Sinto-me não sendo "posta a prova", mas como uma espécie de rearranjo da mente: primeiro o desarranjado, depois a ordem, como uma "limpa" no armário: você tira tudo, faz uma pilha na cama e depois recoloca apenas aquilo que realmente importa, apenas o vital, o que não for, dar-se outro fim.  Sinto-me assim: numa cama com pilhas e pilhas de roupas e perfumes e hidratantes e sapatos, sem conseguir encontrar um pente, mas ao mesmo tempo sabendo que haverá uma hora em que tudo estará, novamente, no seu devido lugar,…