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Mostrando postagens de Julho, 2015

Sobre memória, spoiler e futuro

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E hoje meu dia se faz leve
Deixo pra ontem o que se foi
E pra amanhã o que não sei
Sobre o tempo, a dúvida se faz
E a cada incerteza do futuro
O desejo do dia diferente
Ainda não residente (na memória)

Dê ao homem o poder de saber o futuro e logo se animará por antes de todos conhecer tudo que irá ocorrer mesmo que não possa mudar. Até que um dia perceberá que sua vida se tornou memória, como um livro já antes lido, uma história já antes contada, de conhecido, o futuro se tornará passado, ao passo que, em sua mente, já foi.
Aí saberá que jamais, novamente, poderá degustar o sabor do desconhecido, a expectativa do inusitado e então  soterrado pelo tédio desejará o que não conhece, algo novo que não mais acontece, mas em vão será sua prece.
O desejo antes valioso se tornará martírio;
Pra se livrar desse mal, demorada oração;
E frente ao medo de jamais se surpreender e de viver na mediocridade de saber que tudo que um dia viverá já está em sua memória,
gritará aos céus até sua voz cessa…

E se?

E de tanto me dizer, nunca quis ouvirSe tanto te julguei foi por não entender
Eu nunca confessaria, veja bem"Você está certo" ah faça o favor!
O que seria mais fácil acontecer?
Cada fio meu de cabelo cair
E mesmo assim eu diria que nãoEstava eu desencontrada de mim
Sendo assim como poderia concordar?
Tendo em vista escolhas descabidas
Inventando prisões desmerecidas
Versões erradas do meu ser
Enquanto vivia a falta, a ausência... Renunciando sem pestanejar, ao tempoComo quem sucumbe a própria vontade
E desconsidera a própria importância
Raramente vive o que deseja
Tendo em vista que mal sabe
O que de fato precisa?"Do braço a torcer a pensar em concordar contigo..."17/07
22:51 h

por onde irei?

seria eu capaz de recomeçar?
sem mesmo poder ver
"o horizonte onde está"?

sairei eu da desordem,
da bagunça
da frustração
para onde encontrar-me-ei
em lugar distante
desconhecido
(des)consoante
onde o sentido, enfim, se fará
(presente)
?

saberia eu caminhar para lugar esse
sem medo de me perder
sem medo de não saber
por que caminho andar
bastando-me somente a certeza
de que independente de pra onde eu vá
o melhor da vida é (e será)
o que de fato encontrar
na ida, na volta...
enquanto eu puder caminhar
?

das cobranças fugir
da minha mente fugir
a realidade pintar
com o tom mais verdadeiro
que a aquarela possuir
sem a menor gota de desgosto
sem por um momento (des)aproveitar
sem por um momento fugir
sem medo algum de cair
nos braços do destino

por saber, por experiência ou dor
que seria ao deixar cair a certeza
ao vê-la se quebrar,
que a verdade, enfim
presente se fará
mostrando entre seus cacos
o que não pude antes ver
por nunca ter permitindo,
ao menos
vê-la se
arranhar.

22/…