Sim, porque não será extenso; não haverá lugar para vazios.
As palavras aqui ocuparão parte do espaço: algumas gavetas,
geladeira, a cima das mesas, parte do armário do banheiro...
Mas não todo o imóvel.
A outra parte será destinada a quem desejar visitá-lo, tomar
por empréstimo alguns vocábulos moldá-los, ou mesmo senti-los.
Não será necessário bater a porta sempre que se desejar entrar,
se a causa for justa e as palavras respeitadas,os visitantes serão
sempre bem vindos.
Caso deseje deixar de lembrança alguns termos poucos ou muitos
não se preocupe com a disponibilidade de espaço,
o compactoimóvel só estará completo para aquele que não
gostar do aroma da torta de morango no forno, das rosas na
janela ou mesmo para quem se sinta grande demais
a ponto de não caber em seus cômodos.

Todos os demais,
sejam bem vindos.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Certeza de um futuro sem passado


Não sei sobre o amor,
mas sei sobre gostar.
E não nego, não brinco, escondo ou jogo,
Só gosto.
E só quero que fique quem goste de mim.
Quem queira tudo do fundo da alma.
Porque promessas tornam-se dívidas,
obrigações, se perdem no tempo;
pesam e frustram.
Sobre frustração eu sei,
dispenso.
De ti gosto, mas a espera eu dispenso.
Pra que depois ainda goste.
Pra que não desgoste de mim.
Porque seja quem venha, quem vá,
eu continuarei
e as memórias que terei
serão das decisões que tomei.
Então vá. Porque te gosto vá,
e continuarei gostando em memória,
sem tempo futuro, presente ou depois.
Sem mais, mas ou porém.
Vá  e goste de alguém,
seja de alguém e morra de amor.