E daqui a dez anos?

O incerto me cativa, me seduz, me conquista, mas nem sempre até ele eu vou. O desejo sem ação fica guardado, cresce ou vira memória e no sótão das ideias ele faz morada, rangendo o piso de madeira, tocando a janela de vidro como galho desritimado, o vento que entra pela fresta da janela, a torneira que começa a pingar de madrugada... me lembrando toda noite de sono que dele nunca esquecerei, que ele não se tornará obsoleto, residente em minha casa sem pedir licença ou permissão.

Como chegar ao norte, mirando o oeste?

De rosa dos ventos quebrada - linhas já traçadas -  de destino demitido e relógio parado, eu cheguei até aqui.

Até aqui, onde?

Até esse texto, até as incertezas, até onde não sei pra onde eu vou mais.

Mas e daqui a dez anos?

...

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