Tão sutil quanto um coice de mula

Em momento algum desejei tua dor, teu pranto, tuas lágrimas. Em momento algum quis de ti capacho ou contato, porque não há outro que tu sejas pra mim senão quem mais me ama naquela cidade, da fronteira pra lá. Da faculdade à orla, de todos os bares e calçamentos,  de todas as dores e sofrimentos, em memória não há aquele que mais fez por mim, do que tu.
Mas se me perco entre os meus, se redesenho e me ditorço, se minha imagem aos teus olhos muda por segundo é porque sou assim, bagunça e exagero, certeza e aflição. Um tanto de álcool e muito desejo.
Pra ti quero alegria, felicidade, sabedoria, amor.
Mas lembra-te tu és meu irmão e por mais do que obrigação, irei brigar contigo sempre que for, sempre que voltar, porque posso até meu rosto pintar de ser educada, conveniente, para os outros, porém tu sempre terás minha maior sinceridade mesmo que essa venha em outro tom, em outras palavras não tão polidas, mas recobertas de toda verdade.
Eu te amo, porque primeiro tu me amaste. Não porque quis, até porque a primeira vista o que teve foi desdém,  confesso, mas porque tu me conquistaste e de mim, fez tua irmã.
Sou péssima em declarações e falo melhor do outro do que de mim, e se fosse te compor um poema, um verso sincero, seria mais ou menos assim:

Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
O meu amor por ti é maior
Do que por um prato de cuscuz

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